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Diversidade de pensamentos com pesquisa interdisciplinar

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As atividades cotidianas dentro das empresas não são alheias a evolução do mundo. A medida que o mundo muda, as demandas do trabalho também seguem esse curso.

Antigamente possuir uma equipe cheia de especialistas bastava para garantir o seu lugar ao sol. Entretanto, isso não é mais suficiente nos dias atuais.

O grande problema de uma equipe de especialistas é o alinhamento da visão. Esse alinhamento cria um viés na tomada de decisão e na solução de problemas. Ou seja, a receita perfeita para inibir a criatividade e a inovação.

É necessário buscar diversidade de conhecimentos e visão dentro da equipe, para se obter soluções criativas. É apenas com o conhecimento compartilhado que problemas aparentemente sem solução são resolvidos. É nesse contexto que as pesquisas interdisciplinares se tornam relevantes.

 

Por que fazer pesquisas interdisciplinares

Especialistas são importantes. Ponto. Mas, para sair do meio comum, é preciso complementar essa visão com pessoas capazes de olhar problemas por diferentes perspectivas.

Nós nos acostumamos a viver em um mundo intenso, repletos de estímulos rápidos e segmentados. Nós vemos isso no consumo pessoal, nas redes sociais, mas também nos negócios.

No setor de pesquisa, vimos essa crescente segmentação ser traduzida no surgimento de diversas empresas focadas em nichos de estudo: UX Research, Design Research, Consumer Insights, Neuro Research… a lista continua.

Se por um lado isso ajudou a tornar pesquisas mais acessíveis para empresas que não tinham essa cultura estabelecida, por outro surgiram diversos problemas.

O aprofundamento do conhecimento em cada uma dessas áreas ficou difuso. Apesar de agências conseguirem executar muito bem projetos específicos, o conhecimento adquirido de outras áreas não é adquirido. Dessa forma, perde-se a oportunidade do intercâmbio de ideias.

 

O que é pesquisa interdisciplinar?

A própria definição da palavra “interdisciplinar” sugere o conceito desse formato de pesquisa. É a junção de mais de uma disciplina a fim de se obter resultados mais interessantes.

Isso significa que, para conseguir extrair insights de qualidade e em quantidade, é preciso ter na equipe de pesquisa pessoas com habilidade diferentes. Áreas diferentes fornecem visões únicas sober como os resultados podem ser interpretados. Algumas das habilidades/disciplinas que podem ser misturadas na pesquisa interdisciplinar são:

Storytelling

Podem tornar a interpretação dos dados mais simples, fazendo com que análises robustas e complicadas sejam evidenciadas para o público-alvo de maneira clara.

UX Design/UX Writer

Pode ajudar na construção da pesquisa a fim de otimizar e naturalizar a interação entre homem e máquina nas pesquisas digitais.

Psicólogo

Fornece insights interessantes na análise, como foco em como os consumidores pensam e agem de maneira individualizada.

Sociólogo

É capaz de dar uma visão de comportamento dos consumidores respondentes, traduzindo a forma como eles pensam enquanto grupo.

Consumer Experience

Consegue integrar a experiência do usuário e todas as suas métricas aos dados coletados na pesquisa.

Em resumo, a pesquisa interdisciplinar é a integração de dados, técnicas, metodologias, ferramentas e conceitos de diferentes áreas de pesquisa a fim de solucionar um problema específico.

Com esse mix de conhecimento, é possível resolver problemas de pesquisa cuja a solução encontra-se além do escopo de uma única técnica/disciplina/ferramenta.

 

Pesquisas interdisciplinar na prática

Na esfera acadêmica é comum vermos exemplos de pesquisa interdisciplinar. Na ciência cognitiva, por exemplo, temos pesquisas que envolvem habilidades de psicologia, antropologia, estatística, neurologia e outros. A Saúde Pública também é uma área que se sustenta a base de pesquisa interdisciplinar, com a mescla da medicina, sociologia, e psicologia.

Nas suas o caminho para criar uma pesquisa interdisciplinar pode ser o mesmo. Pode se juntar duas ou mais habilidades únicas, sejam elas qualitativas ou quantitativas para se obter resultados mais inspiradores.

É possível utilizar uma metodologia de categorização, como classificação de cartões, comumente usadas em pesquisas de UX, junto com técnica de cocriação do cliente para dar um toque qualitativo. Esse novo approach de pesquisa pode revelar oportunidades não antes mapeadas.

Em outro caso possível é a utilização técnicas de pesquisas conversacionais que conseguem uma interseção entre coleta de dados qualitativa e quantitativa para explorar temas mais sensíveis. Ao mesmo tempo que as conversas se torna mais íntima e honesta, a escalabilidade confere mais profundidade aos dados.

Misturar diferentes disciplinas é essencial para os atuais projetos de pesquisa nos dias atuais, pois a diferenciação e a novidade provam, cada vez mais, ser tão importantes quanto a especialização.

 

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