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As dificuldades enfrentadas por mulheres empreendedoras LGBTQIAP+

Empreendedoras LGBTQIAP+ têm mais dificuldade na hora de empreender, revela estudo da Nhaí e AlmapBBDO feito pela On The Go.
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Empreender no Brasil não é fácil. Menos de 40% das empresas nascidas aqui sobrevivem por mais de 5 anos. Apesar do contexto geral ruim, essas dificuldades podem ser agravadas caso você seja uma mulher empreendedora LGBTQIAP+, foi o que revelou o estudo Um olhar para o Empreendedorismo de Mulheres LGBTQIAP+.

A pesquisa foi idealizada pela Nhaí! em parceria com a AlmapBBDO. O estudo, que foi conduzido pela On The Go, contou com a participação de 174 mulheres. As entrevistas foram feitas através da nossa plataforma de pesquisa conversacional.

Os achados e aprendizados mais importantes foram apresentados ao público durante o Contaí, evento realizado pela Nhaí! para debater sobre dificuldades, motivações e oportunidades de negócios para a comunidade LGBTQIAP+.

 

EMPREENDEDORAS LGBTQIAP+: DIFICULDADES NO TRABALHO COMO MOTIVAÇÃO

Um terço das mulheres entrevistadas disseram que a iniciativa de empreender veio em decorrência de necessidades. Essa demanda vem, muitas vezes, em virtude de dificuldades encontradas por essas mulheres no mercado de trabalho tradicional.

As condições desfavoráveis praticadas no mercado de trabalho, como preconceito e salários menores, desperta a motivação ao empreendedorismo. Enquanto 54% delas disseram ter se tornado empreendedoras por estarem desempregadas, 19% afirmaram que a falta de dinheiro foi a principal motivação. O preconceito quanto a orientação sexual serviu como combustível motivador para 13% das empreendedoras.

Esse cenário mostra que apesar de existir um cenário hostil ao empreendedorismo feminino LGBTQIAP+, às vezes essa é a única alternativa.

Dificuldades enfrentadas por empreendedoras LGBTQIAP+
Dificuldades enfrentadas por empreendedoras LGBTQIAP+. Cortesia: GloboNews.

As dificuldades encontradas por empreendedoras LGBTQIAP+ estão presentes em todas etapas do processo. Quando perguntas se já haviam passado por problemas em razão de seu gênero ou orientação sexual, 48% afirmou ter alguma dificuldade com clientes, enquanto 23% relataram dificuldades com colaboradores e 25% com fornecedores.

As dificuldades com clientes enfrentadas por essas mulheres também demonstram um comportamento machista da sociedade, já que 77% das dificuldades vêm de clientes homens.

A SAGA PARA SE FINANCIAR

Mulheres LGBTQIAP+ também têm dificuldades quando o assunto é levantar dinheiro para tirar sua empresa do papel. Das 174 empreendedoras entrevistadas, 35% recorreram a empréstimo bancário para iniciar o negócio.

Entretanto, esse processo nem sempre é simples. Das mulheres que optaram por pegar empréstimo bancário, 64% alegou sofrer algum tipo de dificuldade em virtude de seu gênero e orientação sexual.

Isso faz com que essas empreendedoras tenham ainda mais trabalho para conseguir se capitalizar. Essas dificuldades só são superadas após muitas tentativas, sendo às vezes necessário recorrer ao auxílio de familiares ou amigos, que ajudam na hora de conseguir o empréstimo.

Outro ponto de destaque é o alto índice de informalidade neste meio. Quase metade das entrevistadas (47%) atua de maneira informal, sem possuir Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Além de trazer luz às dificuldades enfrentadas pelas empreendedoras LGBTQIAP+, o estudo tem como um dos seus objetivos dar mais voz às mulheres que atuam nesse cenário de alta informalidade. O estudo completo está disponível para download.

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