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A realidade da Saúde Mental dos brasileiros no Trabalho

Implementar ações e políticas que visão a saúde mental e o bem-estar dos funcionários pode trazer grandes oportunidades para as empresas.
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O tema da saúde mental nunca esteve tão presente no mundo corporativo. O debate traz muito sobre atenção e cuidado, mas também é importante do ponto de vista dos negócios. De acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho, os transtornos mentais estão entre as maiores causas de afastamento do trabalho.

O estresse tem sido citado como um fator chave no aumento dos níveis de exaustão dos funcionários. Jornadas sem hora para acabar, imposição de metas abusivas e falta de autonomia são alguns dos fatores que impulsionam esse cansaço.

Apesar do problema já estar mapeado, ainda há poucas empresas brasileiras empenhadas no cuidado efetivo do bem-estar mental de seus colaboradores, foi o que revelou a pesquisa Saúde Mental do brasileiro, realizada pela On The Go Research Tech.

 

A realidade da Saúde Mental dos brasileiros no Trabalho

O estudo revelou que 67% das pessoas não possuem apoio da empresa em que trabalham para cuidar de questões ligadas a saúde mental. Na opinião dos brasileiros, as empresas poderiam estar ajudando mais no cuidado.

Além de não contribuírem de forma efetiva, grande parte das empresas também criam ambientes hostis à discussão do problema – 55% das pessoas não se sentem à vontade para expressar seus sentimentos dentro do trabalho.

Apesar de ser um cenário geral ruim, existem grupos que sofrem mais. Os mais jovens, por exemplo, são os que possuem maior dificuldade em enxergar a empresa empregadora como apoiadora das questões de saúde mental.

Quando perguntados sobre o nível de concordância com a afirmação “a empresa em que trabalho me dá suporte para questões de saúde mental”, 46% discordaram da afirmação. Entre os jovens de 18 a 24 anos esse nível de discordância sobe para 65%.

Mas não é só a idade que influencia. 63% das pessoas alegaram não possuir nenhum programa de bem-estar dentro da empresa em que trabalham, porém, além dos mais jovens (77%), esse percentual sobe consideravelmente em outros 2 recortes específicos: moradores de cidades com menos de 900 mil habitantes (71%) e pessoas da classe C (72%).

 

Como construir um ambiente de trabalho amigável para a Saúde Mental?

De todos os problemas que empresas enfrentam ao longo da sua história, a construção da cultura talvez seja a mais desafiadora. Seja para criar uma cultura empresarial, seja para mudar a cultura existente, é preciso tempo.

Quando falamos de cuidado com a saúde mental isso é importante pois é apenas com uma cultura empresarial voltada a esse cuidado que é possível assegurar o bem-estar mental dos funcionários.  Muito além dos programas de saúde e incentivo, é preciso incluir o cuidado mental dentro dos processos da empresa.

Além disso, alguns outros fatores influenciam na manutenção da saúde mental dos funcionários, a começar pelo senso de pertencimento. Os funcionários que sentem um senso de pertencimento são mais propensos a permanecer na empresa e menos propensos a experimentar problemas de estresse, ansiedade e exaustão.

Outro ponto importante é o engajamento. Colaboradores que percebem que estão envolvidos com seu trabalho se sentem engajados em fazer a diferença. Mais do que entregar demandas, isso significa dar sentido ao trabalho executado, ou seja, evidenciar a relevância e o impacto do trabalho individual dentro do valor que a empresa entrega.

Funcionários que se sentem capacitados para tomar decisões também tendem a sofrer menos com questões de saúde mental. Isso é garantido através de uma gestão de excelência e lideranças qualificadas. Empresas que possuem esses dois atributos deixam de lado o microgerenciamento exaustivo e dão espaço para autonomia colaborativa.

 

Programas de bem-estar mental: nutrição e exercícios podem ser bons caminhos

O bem-estar mental está diretamente associado à uma vida saudável. Para os brasileiros, fazer atividades físicas é o que mais contribui para uma saúde mental em dia (76%), seguido de se alimentar bem (66%) e fazer acompanhamento profissional com psicólogos e terapeutas (36%).

A importância dada a esses tópicos não é para pouco. Tanto uma dieta equilibrada quanto a pratica de exercícios são atividades capazes de ajudar a aumentar os níveis de energia e a produtividade. Além, é claro, de reduzir os sintomas de doenças como ansiedade, depressão e insônia.

Do lado da empresa, é possível estabelecer alguns incentivos para os trabalhadores dentro dessas duas áreas, a fim de melhorar a saúde mental. Esses incentivos podem ir desde ações simples de conscientização, como realizando atividades que encorajem um estilo de vida mais saudável, até ações mais práticas e direcionadas, como o fornecimento de vales, bônus e programas voltados exclusivamente para prática de exercício, alimentação saudável e auxílio médico especializado.

 

Pode não ser assunto novo, mas os debates sobre saúde mental tendem a se desenvolver ainda mais. Apesar de muitos problemas e gatilhos já serem conhecidos, ainda existe muita oportunidade de melhora, principalmente dentro das empresas.

Com as condições certas para apoiar o bem-estar mental no local de trabalho, os empregadores podem ajudar a reduzir a ausência de pessoal e aumentar a produtividade. As condições certas incluem desde ações estruturais na cultura e processos da organização, até o fornecimento de incentivos para o cuidado além da empresa.

A adaptação pós-pandêmica criou um cenário ainda maior de demanda de empatia por parte dos funcionários. Implementar ações e políticas que visam o bem-estar dos trabalhadores podem trazer grandes oportunidades para empresas.

O relatório Saúde Mental dos brasileiros encontra-se disponível para download gratuitamente.

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