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3 formas que empresas podem ajudar na saúde mental dos funcionários

Trabalhar em uma empresa que preze pela saúde mental dos funcionários ainda é um privilégio de poucos.
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As empresas poderiam ajudar mais na saúde mental dos funcionários. Essa não é só uma impressão nossa – trata-se da opinião de mais da metade das pessoas que participaram do estudo Saúde Mental do brasileiro, divulgado no mês passado pela On The Go.

Para ser mais exato,  67% dos entrevistados afirmaram não possuir apoio da empresa em que trabalham para cuidar de questões ligadas à saúde mental.

Se antes o tema era quase que um tabu dentro das empresas, hoje as discussões têm avançado a passos largos, principalmente após o início da retomada das atividades presenciais nos escritórios. A saúde e o bem-estar dos funcionários estão no topo das prioridades das pessoas.

Já as empresas estão tentando se adaptar a essa nova realidade. A grande questão é que muitas ainda encontram dificuldade em transformar o discurso empático em ações realmente efetivas.

Nesse cenário de re-readaptação das rotinas, onde os funcionários estão mais preocupados, cansados e vulneráveis, como auxiliar para construir um ambiente (e cultura) empresarial que não jogue contra a saúde mental dos empregados?

Independente se os funcionários estão trabalhando remotamente ou presencial, o que os empregadores podem fazer para ajudá-los a se sentir seguros e apoiados? Para responder essas questões, listamos 3 formas que empresas podem auxiliar na saúde mental de seus funcionários.

 

1. Equilíbrio: a palavra chave 

O primeiro – e provavelmente mais difícil – desafio a ser superado é encontrar o balanço ideal no nível equipe.

Como o bem-estar físico e mental tem sido priorizado pelas pessoas, é preciso que o empregadores estejam mais ligados nas condições de trabalho e experiências vividas por seus empregados.

Um dos pontos chaves disso diz respeito às rotinas das pessoas. A pandemia alterou de maneira significativa a forma como o trabalho é executado na maioria das áreas. Se antes a rotina de vida pessoal das pessoas era moldada ao trabalho, agora elas se misturaram.

Isso não significa que o trabalho perdeu importância. Apenas que outras atividades também foram elevadas ao patamar de priorização que o trabalho sempre teve em nossa sociedade. Entender como essas novas dinâmicas foram construídas e como é possível integrá-las ao trabalho, é fundamental para manter a saúde mental dos funcionários.

Aplicar isso requer um olhar mais acurado para os colaboradores, deixando de lá a visão mais generalista da categoria “empregado” e individualizando as demandas. No mundo ideal, esse olhar seria literalmente individualizado, no um para um.

Mas, como não vivemos no mundo ideal (haja investimento em RH para isso), é preciso descer pelo menos uma camada da categoria “empregado”. Olhar para clusters de funcionários mais específicos, como pais, mulheres, “night-shifters” e etc., a fim de encontrar o balanço ideal para esses grupos, é crucial. Equilíbrio é a palavra-chave.

 

2. Incentivo a iniciativas e programas de bem-estar

Infelizmente, 63% dos brasileiros afirmam não possuir qualquer tipo de incentivo ao bem-estar mental dentro do trabalho. Esse número é ainda maior quando falamos de alguns grupos de trabalhadores específicos, como os moradores de cidades menores, trabalhadores da classe C e trabalhadores mais jovens (de 18 a 24 anos).

Apesar do dado ser alarmante, isso também é um indicativo de que empresas e empregadores têm uma vasta oportunidade para estreitar e modernizar a forma com que se é tratada a saúde mental dos funcionários.

É preciso ir além da piscina de bolinhas ou da mesa de pingue-pong no escritório. Incentivos como jornada de trabalho flexível, auxílio para atividade física e programas de educação e capacitação podem ser boas formas de zelar pela saúde mental dos funcionários de maneira efetiva.

 

3. Ouça seus colaboradores. Todos eles.

Ainda de acordo com nossa pesquisa, 55% das pessoas dizem não se sentir à vontade para expressar seus sentimentos no ambiente de trabalho.

O principal ponto crítico disso não é apenas sobre criar um ambiente de trabalho mais saudável do ponto de vista mental. É também sobre produtividade e melhoria no trabalho exercido dentro da empresa.

Se os funcionários não se sentem à vontade para se expressar, dificilmente haverá espaço para que feedbacks capazes de melhorar os processos internos da empresa cheguem aos responsáveis da gestão.

Criar uma cultura de escuta aos feedbacks internos é crucial para que seus funcionários se sintam valorizados. A notícia boa é que começar essa construção não é algo difícil, basta perguntar o que seus colaboradores estão se sentindo e o que eles precisam.

 

Mais do que criar um ambiente de trabalho agradável, prezar pela saúde mental dos funcionários pode trazer vantagens para a empresa. As pessoas estão com uma demanda maior por empatia e segurança, principalmente após a fase mais grave da pandemia de Covid-19.

Implementar ações e políticas que visam o bem-estar dos trabalhadores podem trazer grandes oportunidades para empresas tanto na otimização de processos, criando um aumento de produtividade, quanto na retenção de talentos.

Se quiser saber mais insights tanto sobre a saúde mental dos funcionários de empresas brasileiras como dos brasileiros como um todo, o relatório Saúde Mental dos brasileiros encontra-se disponível para download gratuitamente.

 

 

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